quinta-feira, 22 de abril de 2010

Chuva.


Que tempo bom, gostoso, sereno. Um clima ameno, que transmite conforto, confiança, liberdade, independência. Mas. E quando passar? O que vai restar da chuva? Apenas as lembranças, onde nós tínhamos momentos de intensa felicidade. Mas. E quando acabarem as lembranças? O que vai acontecer com a gente? Onde ficarão os nossos momentos? Como vamos relembrá-los? Como vou ficar sem seus abraços, seus beijos, seus. Ou melhor, como vou ficar sem você? Você não me escuta você foge de mim, você me evita, mas talvez a distância venha a ajudar. Se você quiser partir, não me importo, ou pelo menos finjo. Mas sei que de alguma forma sua partida vai abrir um grande buraco no meu coração, onde só existem dor e mágoas. Sozinha, olhando pra janela, esperando vim a chuva, onde somente você aparece na minha mente, e me transmite a paz que sempre procuro. Não agüento viver na solidão, a espera que as lembranças me venham á cabeça, pois de alguma forma elas me sufocam, e revelam sempre o pior de você. Mas eu não quero isso, eu quero você e não as suas memórias. Eu sei que nem tudo é um mar de rosas, mas não importa isso realmente não me importa. Eu sei que tudo isso vai passar, e quando passar você vai me procurar, e vai perceber que eu sou a luz que você precisa. Quero você, aqui. Eu quero você, já disse. E de alguma forma, vou te ter, eu sei que vou te ter. Um dia quem sabe. Tenho você, somente você pra mim, pois é só disso que eu preciso.


Um comentário:

Alice disse...

Adorei amiga,seus textos me lembram muito de uma pessoa( vc sabe).aushuashhu. Bjus!!